Ninguém fica indiferente à grandiosidade dos chamados Poços da Broca existentes nas Ribeiras de Alvoco e de Loriga, mas poucos são aqueles que conhecem a sua origem e a sua função. Poucos são os que sabem que aqueles lugares idílicos, que apelam a todos os nossos sentidos, são fruto da necessidade e do engenho das gentes serranas.
Viver e sobreviver na serra nunca foi tarefa fácil, e terras planas e férteis, não proliferam. Foi então, que há séculos atrás, alguém se apercebeu que se conseguisse desviar o curso da ribeira ganhava uma nova área de cultivo. Posto isso, as nossas gentes puseram mãos à obra, cavaram um novo leito, desviaram o curso da ribeira, e no percurso antigo nasceu novo terreno de cultivo apelidado de “obra”. No novo leito artificial surgiu uma cascata e no local onde a água se despenhava, ano após ano, foi crescendo uma nova piscina natural, o “Poço da Broca”.
O Poço da Broca mais conhecido é aquele que se situa na Ribeira de Alvoco, mais precisamente na aldeia de Barriosa, talvez por ser aquele que possui os melhores acessos.
No entanto vários outros existem nas Ribeiras de Alvoco e de Loriga, e se o acesso é mais difícil, a recompensa ao alcançá-los poderá ser ainda maior. Vamos aventurar-nos?
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O Movimento Estrela Viva é um grupo informal de cidadãos com ligações à Serra da Estrela e regiões limítrofes que surgiu após os incêndios de outubro de 2017, e que se afirma laico, apartidário e sem fins lucrativos. Tem a missão de proteger e valorizar o território através de ações de preservação da natureza e de desenvolvimento do meio rural (promoção de produtos endógenos, valorização das comunidades, preservação de valores e tradições), sustentadas em modelos colaborativos e de cooperação com parceiros locais, na capacitação dos cidadãos e segundo uma lógica de desenvolvimento sustentável.
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