A indústria da cosmética é um mundo que gera vários milhões de euros. Em 2019, o mercado Português e Espanhol valia 5 300 000 000 (5300 milhões) de Euros (*) e na Europa em 2017, valia mais de 77 000 000 000 (77 000 milhões) de Euros (**).
Naturalmente, já não sabemos viver sem aqueles produtos do nosso dia a dia. Em média, uma mulher usa cerca de 10 a 12 produtos e um homem, 4 a 6. Se tem dúvidas, é só começar a contar!
O que as pessoas geralmente não pensam é na lista de ingredientes que cada um dos produtos que utiliza, contém.
Se algum dia parou para ler os rótulos, terá reparado que a lista é interminável, e alguns dos ingredientes não consegue nem ler.
O principal problema disto não está naquele creme de rosto, ou champô, ou desodorizante por si só, mas sim no facto de utilizar múltiplos produtos, múltiplas vezes.
Alguns dos ingredientes presentes nos produtos que usamos diariamente vão-se bioacumulando no nosso organismo, e muitos destes componentes têm impactos muito nocivos para a nossa saúde.
Porém, é muito difícil de perceber esse impacto e estabelecer uma relação de causa-efeito direta, uma vez que além destes ingredientes nocivos também existe todo um ambiente que nos rodeia. O episódio “Venenos à flor da pele” do programa Bioesfera, explica bem esse fenómeno (https://www.facebook.com/watch/?v=498350672294).
E se tiver curiosidade, pegue no seu desodorizante ou no seu champô e vá ao site https://www.biodizionario.it/, escreva o nome dos ingredientes e verifique quantos deles são nocivos e depois partilhe aqui nos comentários as suas descobertas.
É por isso que é tão importante tentar usar o máximo possível de cosméticos naturais, orgânicos e sustentáveis, ou melhor ainda…porque não fazê-los você mesmo?
Se quiser saber mais sobre como fazer estes produtos, escreva aqui nos comentários e tentaremos trazer algumas receitas naturais e fáceis de fazer em casa!
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O Movimento Estrela Viva é um grupo informal de cidadãos com ligações à Serra da Estrela e regiões limítrofes que surgiu após os incêndios de outubro de 2017, e que se afirma laico, apartidário e sem fins lucrativos. Tem a missão de proteger e valorizar o território através de ações de preservação da natureza e de desenvolvimento do meio rural (promoção de produtos endógenos, valorização das comunidades, preservação de valores e tradições), sustentadas em modelos colaborativos e de cooperação com parceiros locais, na capacitação dos cidadãos e segundo uma lógica de desenvolvimento sustentável.
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