Durante as próximas semanas será dado espaço e tempo para testemunhos da STOP Homofobia, manifestação que ocorreu em Viseu há 15 anos, e para que algumas das pessoas então presentes partilhem porque é que 15 anos depois ainda vale a pena marchar. Depois da Andrea Peniche e do Rui Sá, é a vez da Graça Marques Pinto. 

Graça Marques Pinto diz que “passaram 15 anos desde que nos juntamos em Viseu na primeira manifestação nacional contra a discriminação pela orientação sexual fora de Lisboa. Foi um marco histórico do movimento antidiscriminação, mas na altura o lema foi «não à homofobia» porque essa manifestação surgiu como resposta a agressões homofóbicas”. 

“Não é num ápice que desaparecem preconceitos, que desaparecem estigmas que se foram consolidando graças à cultura dominante essencialmente heterossexual e patriarcal”, refere. 

Para Graça, “é bom que mesmo em tempo de covid-19, Viseu, mais uma vez, seja palco de manifestações, de vontade, de luta contra o preconceito e a discriminação. Obviamente a Plataforma Já Marchavas tem tido um papel decisivo em todas as manifestações de solidariedade e de luta pelos direitos humanos”. 

Em Viseu, há 15 anos, no dia 15 de maio, ocorreu a primeira manifestação fora de Lisboa de reivindicação de direitos LGBTI+: a STOP Homofobia. Mobilizou pessoas de todo o país em resposta aos ataques violentos, perseguições e humilhações que a comunidade homossexual de Viseu então sofria, reflexo de uma sociedade de traços vincadamente conservadores, ainda hoje presentes. Por esse motivo e também com esse mote irá ocorrer a 3.ª Marcha de Viseu Pelos Direitos LGBTI+ no dia 11 de outubro.

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A Plataforma Já Marchavas é um movimento de cidadãs/ãos e de colectivos unidos na defesa de direitos Humanos, Ambientais e Animais.
O projecto Já Marchavas nasceu em maio de 2018 em Viseu reunindo sinergias diversas. Ainda em 2018 o projecto Já Marchavas levou mais de mil pessoas a participar na 1a Marcha pelos Diretos LGBTI+ em Viseu, denominada por alguns como a Marcha do Amor. A Plataforma Já Marchavas surgiu no ambiente pós-marcha concretizando a cooperação do projecto inicial e dando-lhe continuidade para outras causas comuns. Em Dezembro a Plataforma passou a integrar a Rede 8 de Março.

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