Durante as próximas semanas será dado espaço e tempo para testemunhos da STOP Homofobia, manifestação que ocorreu em Viseu há 15 anos, e para que algumas das pessoas então presentes partilhem porque é que 15 anos depois ainda vale a pena marchar. Hoje é a vez de ouvir o contributo do Rui Sá.

“Porque é que vou participar na Marcha de dia 11 de outubro?”

Rui Sá refere que “é sobretudo por uma questão de identificação, como homem gay, com os seus próprios privilégios, que reconheço. Mas também como cidadão que participou há 15 anos atrás na Marcha STOP Homofobia em Viseu e por considerar, mesmo que já se tenham feitos alguns avanços legais no nosso país, que é necessário que a visibilidade das diferentes orientações sexuais que existem estarem presentes na rua, estarem presentes no espaço público.” 

“Por isso no próximo dia 11 irei marchar, irei marchar para demonstrar que há uma heteronormatividade dominante que pode ser opressiva, que pode ser castradora da nossa identidade sexual, da nossa identidade enquanto pessoa”, frisa Rui. 

“A Marcha de dia 11 de outubro vai servir para reviver momentos de há 15 anos atrás” 

Rui Sá afirma que “há 15 anos atrás estive presente, aproveitei para ser uma voz que denunciou e expôs aquilo que estava a acontecer. Uma agressão brutal que aconteceu à comunidade LGBT em Viseu”. 

Agora, “estarei presente para dizer: não tenham medo, não tenham vergonha. Vivam da melhor forma pelo amor e pela felicidade e sobretudo para dizer que o amor que nós sentimos ninguém tem o direito de reprimir”, diz.

Em Viseu, há 15 anos, no dia 15 de maio, ocorreu a primeira manifestação fora de Lisboa de reivindicação de direitos LGBTI+: a STOP Homofobia. Mobilizou pessoas de todo o país em resposta aos ataques violentos, perseguições e humilhações que a comunidade homossexual de Viseu então sofria, reflexo de uma sociedade de traços vincadamente conservadores, ainda hoje presentes. Por esse motivo e também com esse mote irá ocorrer a 3.ª Marcha de Viseu Pelos Direitos LGBTI+ no dia 11 de outubro.

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A Plataforma Já Marchavas é um movimento de cidadãs/ãos e de colectivos unidos na defesa de direitos Humanos, Ambientais e Animais.
O projecto Já Marchavas nasceu em maio de 2018 em Viseu reunindo sinergias diversas. Ainda em 2018 o projecto Já Marchavas levou mais de mil pessoas a participar na 1a Marcha pelos Diretos LGBTI+ em Viseu, denominada por alguns como a Marcha do Amor. A Plataforma Já Marchavas surgiu no ambiente pós-marcha concretizando a cooperação do projecto inicial e dando-lhe continuidade para outras causas comuns. Em Dezembro a Plataforma passou a integrar a Rede 8 de Março.

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