Hoje, dia 1 de Maio de 2020, celebra-se o Dia do Trabalhador, data comemorativa internacional cuja origem remonta a 1886. Hoje faz sentido continuar a assinalar este dia, pois os direitos de todas as trabalhadoras e trabalhadores não são ainda uma certeza, particularmente quando atravessamos uma crise global que é pandémica, mas também social e económica.

Uma crise que continuamente tem despido todas as fragilidades, precariedades e abusos que quem trabalha tem enfrentado nos últimos anos. Uma crise que deitou por terra a máscara da sociedade capitalista em que vivemos. Uma crise que tem permitido que muitas trabalhadoras e trabalhadores continuem a exercer a sua profissão sem respeito por horários de trabalho ou condições de proteção individual. Uma crise que tem aumentado o trabalho invisível doméstico ou dos cuidados.

Sabemos que em momentos de crise quem mais é afetado é quem já à partida se encontra em situação de maior fragilidade. Assim, não podemos deixar passar o dia sem lembrar especialmente aquelas e aqueles para quem a luta por direitos laborais, mas também por uma existência plena de igualdade e direitos na sociedade se tornou mais cerrada nestes dias. A diferenciação no acesso às oportunidades de trabalho, a desigualdade salarial ou pelo a discriminação nos locais de trabalho são realidades com que se deparam frequentemente as mulheres, a comunidade LGBTI+, as pessoas migrantes ou as pessoas racializadas.

Por um 1.º de Maio feminista, abrangente e inclusivo, que não deixe ninguém de fora!
Por um 1.º de Maio de manifestação, mesmo a partir de casa!
Por um 1.º de Maio de vozes que não se calam, mesmo que confinadas!
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A Plataforma Já Marchavas é um movimento de cidadãs/ãos e de colectivos unidos na defesa de direitos Humanos, Ambientais e Animais.
O projecto Já Marchavas nasceu em maio de 2018 em Viseu reunindo sinergias diversas. Ainda em 2018 o projecto Já Marchavas levou mais de mil pessoas a participar na 1a Marcha pelos Diretos LGBTI+ em Viseu, denominada por alguns como a Marcha do Amor. A Plataforma Já Marchavas surgiu no ambiente pós-marcha concretizando a cooperação do projecto inicial e dando-lhe continuidade para outras causas comuns. Em Dezembro a Plataforma passou a integrar a Rede 8 de Março.

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