Foto por Ana Mendes

Marisa Matias anunciou esta semana a sua candidatura à Presidência da República, rodeada de profissionais da linha da frente.

Estiveram e estão na linha da frente desta realidade pandémica profissionais do Serviço Nacional de Saúde, o pilar da democracia. Como por exemplo, profissionais de medicina, técnicas de diagnóstico e terapêutica e de enfermagem.

Estiveram também na linha da frente as trabalhadoras e trabalhadores das limpezas, dos transportes, da recolha do lixo, da distribuição do correio, da indústria, que não permitiram que nos faltassem os bens essenciais, cientistas, professoras e professores, forças de segurança e vigilantes, bombeiras e bombeiros.

Mas também quem nunca deixou de cuidar informalmente e os que se voluntariaram para auxílio de quem estava em situação de maior fragilidade. Assim como toda as pessoas que tiveram perda de rendimentos e responsáveis de microempresas, profissionais do setor da cultura e das artes, estudantes e vítimas da precariedade laboral.

Esta é a gente de cabeça erguida, gente que não desiste, gente sem medo, que Marisa vai continuar a ouvir, a dar voz e a apoiar. Continuar, pois a Marisa é essa Mulher sem medo, de muitas lutas, sempre pronta para tantas outras que nunca deixa de estar lado a lado com as pessoas e com as suas reivindicações.

Será assim nesta campanha, numa altura em que todos os dias ouvimos falar de pandemia, mas onde se fala cada vez menos de todas as pessoas da linha da frente para quem a emergência ainda não terminou, todas as pessoas que nunca baixaram os braços e que, todos os dias, permitem que a sociedade, os serviços e bens essenciais, não colapsem.

É por isso que deve continuar a defesa intransigente de uma política socialista para o país, que garanta o pleno emprego, a pensão e o fim da precariedade. Só construíndo esta base de respeito por quem trabalha ou trabalhou será possível um país mais resiliente a futuras crises de qualquer tipo.

Mas Portugal precisa também da República e dos seus valores de liberdade e igualdade. O país deverá ser de toda a gente para toda a gente, nas palavras da Marisa, a República é “a terra de mulheres e homens, de crianças e adultos, de brancos e negros, de imigrantes e emigrados, sem discriminações, sem intolerância, sem perseguições.”

Perante a ameaça do crescimento da extrema direita é necessário afirmar a esquerda, salvaguardar a democracia e os seus valores. É necessária uma campanha de debate e sustentação de propostas e visões que interessem para o país e para a vida das pessoas. 

É necessária uma campanha de gente seriamente preocupada com o bem comum e que se posicione fora de ataques pessoais e imaturos. Particularmente agora, as pessoas não precisam de novela política e sim de respostas, de segurança, de confiança!

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Nasceu em Coimbra. Cresceu em Coimbra, com fortes raízes familiares em Castelo de Paiva e no Porto.
Reside em Viseu. Não voou para longe, mas encontrou uma outra casa.
Desde cedo, manifestou interesse em áreas comumente assumidas como divergentes: literatura, ciência, arte, medicina, religião, filosofia, política.
É procurando uma abordagem crítica e interdisciplinar do mundo e da humanidade que decidiu formar-se em Antropologia.
Atualmente "existe" em diversos desígnios e lutas. Desde a militância no Bloco de Esquerda ao ativismo na Plataforma Já Marchavas, passando por diversos projetos culturais onde se cruza com a filosofia (Nova Acrópole) ou o cinema (Nómada Malabarista).

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