“Monólogo de uma mulher chamada Maria com a sua patroa” reflecte a militância de Sara Barros Leitão

“Monólogo de uma mulher chamada Maria com a sua patroa” é o título roubado clandestinamente a um texto do livro “Novas Cartas Portuguesas” e dá o mote para este espetáculo, que se encontra em digressão pelo país e que passará por Viseu nos dias 17 e 18 de dezembro, no Teatro Viriato.

“Monólogo de uma mulher chamada Maria com a sua patroa” é o título roubado clandestinamente a um texto do livro “Novas Cartas Portuguesas” e dá o mote para este espetáculo, que se encontra em digressão pelo país e que passará por Viseu nos dias 17 e 18 de dezembro, no Teatro Viriato.

Com criação, texto e interpretação de Sara Barros Leitão, a atriz e encenadora constrói um monólogo sobre o trabalho doméstico em Portugal, partindo “da criação do primeiro Sindicato do Serviço Doméstico em Portugal para contar a história, ainda pouco conhecida e pouco contada do trabalho das mulheres, do seu poder de organização, reivindicação e mudança.”

“O trabalho doméstico é estruturalmente atribuído à mulher. É uma atividade não reconhecida e uma das profissões que mais carece de regulamentação. É uma das últimas formas de exploração e, em muitos casos, escravatura.”, afirma Sara Barros Leitão.

Com produção da Cassandra, este monólogo de Sara Barros Leitão pretende contar a história do trabalho invisível que põe o mundo a mexer. “É a história das mulheres que limpam o mundo, das mulheres que cuidam do mundo, das mulheres que produzem, educam e preparam a força de trabalho.”, conclui.

O título foi ‘roubado’ a um capítulo das “Novas Cartas Portuguesas”, livro publicado em 1972 pelas conhecidas “as três Marias” (Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta e Maria Velho da Costa). A obra literária foi um marco na história do movimento feminista em Portugal, por ter sido publicado durante o fim do regime ditatorial do Estado Novo e por abordar o poder do patriarcado católico e a condição da mulher.

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Portuense mas reside em Viseu desde 2015 e é apaixonado por cinema e política. É administrador do site Cinema Sétima Arte, programador de cinema no espaço Carmo 81 e fez parte da equipa que reabriu o Cinema Ícaro, em Viseu, com o Desobedoc 2018. É ativista na Plataforma Já Marchavas, que organizou a 1.ª Marcha LGBTI+ de Viseu, em 2018.

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