“Contado por Mulheres” é a nova aposta audiovisual da produtora Ukbar Filmes e da RTP1, em coprodução com a Krakow Film Klaster (Polónia), que pretende dar voz a dez realizadoras para criarem dez histórias baseadas em obras literárias de autores portugueses.

Rodados entre abril e agosto deste ano em diversos locais da região Centro, com o apoio das respetivas Câmaras Municipais e candidato ao Fundo do Turismo e do Cinema, o projeto pretende desafiar “dez realizadoras de várias gerações, que possuem um forte sentido narrativo, com uma grande experiência ora na representação ora na publicidade, e que têm merecido grande reconhecimento a nível nacional e internacional em várias áreas. Uma ação inédita no audiovisual português”.

“Dez telefilmes aspiracionais, onde a coragem irá prevalecer em tramas de suspense, ação ou intriga. Uma viagem no tempo, ao longo do século XX, com dez histórias apelativas para o grande público, nacional e internacional, onde veremos um Portugal, tanto dramático como cómico, quanto histórico e natural, mas sempre autêntico. Contado por Mulheres é um programa audiovisual inédito de empowerment que permitirá fazer chegar dez talentosas profissionais ao mercado nacional e internacional, corrigindo um profundo desequilíbrio no mercado português e seguindo a tendência europeia. Um dos pontos fortes do programa é o posterior acompanhamento das realizadoras na sua internacionalização com um personalizado mentoring internacional com ganhadoras de Óscares, Goyas e provenientes de séries da Netflix, Amazon e Disney+.”, escrevem os produtores do projeto, Pandora da Cunha Telles e Pablo Iraola.

“10 livros, 10 realizadoras, 10 telefilmes, 10 espaços. Um mesmo universo.” é o mote do projeto que pretende ir “aos calabouços da censura do Estado Novo e devolver ao grande público a força de Soeiro Pereira Gomes, Maria Archer, Bernardo Santareno, Carlos Oliveira até aos desafios dos nossos dias com Maria Judite de Carvalho, Teolinda Gersão, Ondjaki, Mário Zambujal e Mário de Carvalho. Contado por Mulheres é uma aposta em boas histórias, dos melhores autores portugueses procurando fazer chorar, rir, sentir dramas de épocas ou ir até aos sensíveis desafios morais da atualidade. Mas acima de tudo entreter com personagens inspiradoras.”

As dez mulheres convidadas para realizar os dez telefilmes são: Anabela Moreira (“Há-de Haver uma Lei”, inspirado na obra de Maria Archer adaptado por Manuel do Ó Pereira), Ana Cunha (“A Traição do Padre Martinho”, inspirado na obra de Bernardo Santareno adaptado por Cláudia Clemente), Cristina Carvalhal (“Os Armários Vazios”, inspirado na obra de Maria Judite de Carvalho adaptado por Marta Pais Lopes), Daniela Ruah (“Os Vivos, o Morto e o Peixe Frito”, inspirado na obra de Ondjaki adaptado por José Pinto Carneiro), Diana Antunes (“O Pio dos Mochos”, inspirado na obra Contos Vermelhos, de Soeiro Pereira Gomes adaptado por Raquel Palermo), Fabiana Tavares (“Quando o Diabo Reza” inspirado na obra de Mário de Carvalho adaptado por Vasco Monteiro), Laura Seixas (“Serpentina”, inspirado na obra de Mário Zambujal adaptado por Rui Vilhena, João Duarte Silva e Vinicius Dias), Maria João Luís (“A Hora dos Lobos”, inspirado na obra Alcateia, de Carlos de Oliveira adaptado por Mário Cunha), Rita Barbosa (“Jogos de Enganos”, inspirado na obra Pequenos Burgueses, de Carlos de Oliveira adaptado por Martim Baginha Cardoso), Sofia Teixeira Gomes (“Vizinhas”, inspirado no conto Vizinhas de Teolinda Gersão adaptado por Ana Brito e Cunha e Valéria Carvalho).

Os dez telefilmes estão previstos estrear em horário nobre da RTP1 no último trimestre do ano.

Publicado por Cinema Sétima Arte a 15 de março de 2021

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Se disséssemos que éramos um bando de miúdos, um tanto sonhadores, que queriam fundar um site para escrever sobre cinema e que, por algum desígnio divino, pudéssemos fazer da vida isto de escrever sobre a sétima arte, seria isso possível? A resposta é óbvia: dificilmente. Todavia Isso não impediu o bando de criá-lo em 2008, ano da fundação do Cinema 7.ª Arte. O espírito do western tinha-se entranhado em nós…
“A atividade crítica tem três funções principais: informar, avaliar, promover”. É desta forma que pretendemos estimular o debate pelo cinema.
Acima de tudo, escreveremos sempre como cinéfilos, esses sonhadores enamorados da sétima arte.
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Portuense mas reside em Viseu desde 2015 e é apaixonado por cinema e política. É administrador do site Cinema Sétima Arte, programador de cinema no espaço Carmo 81 e fez parte da equipa que reabriu o Cinema Ícaro, em Viseu, com o Desobedoc 2018. É ativista na Plataforma Já Marchavas, que organizou a 1.ª Marcha LGBTI+ de Viseu, em 2018.

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