Foi no dia 8 de março, no Dia Internacional da Mulher, que a Midas Filmes divulgou o seu próximo grande lançamento no mercado cinematográfico português. Não fosse o atual confinamento e teria estreado no dia 8 de março o filme “Women Make Film – As Mulheres Fazem Cinema”, de Mark Cousins, acompanhado por A História Nunca Contada de Alice Guy-Blaché : a primeira mulher realizadora da história do cinema”.

“São dois trabalhos fundamentais, porque demasiadas vezes a História do Cinema se conta no masculino, e por isso não se reconhece ou é totalmente apagado da história o nome de realizadoras que foram inovadoras, imprescindíveis e que realizaram filmes extraordinários.”

Um épico de 14 horas, que levou Mark Cousins a trabalhar durante quatro anos, sobre a história do cinema realizado por mulheres, com excertos de mais de mil filmes realizados desde os primórdios do cinema. Através do olhar de algumas das melhores realizadoras do mundo, Cousins questiona como os seus filmes são feitos, filmados e montados; como as histórias são moldadas e como retratam a vida, o amor, a política, o humor e a morte. Narrado por Tilda Swinton, Jane Fonda e Debra Winger, entre outras mulheres, esta é uma viagem em direcção ao desconhecido ou ao que raramente foi visto por aquilo que é.

“Este trabalho monumental está organizado em capítulos temáticos em que Cousins explora as questões de como filmar uma cena de abertura; como apresentar uma personagem; como filmar o sexo, a dança e a morte; como retratar o trabalho ou o amor; e como se exploram os diferentes géneros cinematográficos – comédia, melodrama, ficção científica. As realizadoras apesar de tudo mais conhecidas são naturalmente retratadas, mas também muitas outras que foram sendo remetidas ao esquecimento em todos os períodos da história do cinema e em todos os continentes.”

“Alguns dos seus nomes são-nos familiares: Akerman, Arzner, Bigelow, Campion, DuVernay, Harron, Kopple, Lupino, Spheeris, Varda. Mas preparem-se para inúmeras descobertas entre os 150 filmes em mais de 30 línguas citados neste épico. Vão descobrir a animadora britânica Alison de Vere ou a sobrevivente de Auschwitz Wanda Jakubowska ou a actriz japonesa que se transformou em cineasta Kinuyo Tanaka.”

Segundo a Midas Filmes, espera-se poder descobrir esta verdadeira celebração do cinema e também uma re-escrita necessária da história do cinema “na sala de cinema, em DVD e nas plataformas e videoclubes de televisão e na Filmin, a partir de Abril próximo.”

A História do Cinema foi demasiadas vezes contada no masculino.

Fonte: Midas Filmes

 

Publicado em Cinema Sétima Arte a 9 de março de 2021

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Se disséssemos que éramos um bando de miúdos, um tanto sonhadores, que queriam fundar um site para escrever sobre cinema e que, por algum desígnio divino, pudéssemos fazer da vida isto de escrever sobre a sétima arte, seria isso possível? A resposta é óbvia: dificilmente. Todavia Isso não impediu o bando de criá-lo em 2008, ano da fundação do Cinema 7.ª Arte. O espírito do western tinha-se entranhado em nós…
“A atividade crítica tem três funções principais: informar, avaliar, promover”. É desta forma que pretendemos estimular o debate pelo cinema.
Acima de tudo, escreveremos sempre como cinéfilos, esses sonhadores enamorados da sétima arte.
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Portuense mas reside em Viseu desde 2015 e é apaixonado por cinema e política. É administrador do site Cinema Sétima Arte, programador de cinema no espaço Carmo 81 e fez parte da equipa que reabriu o Cinema Ícaro, em Viseu, com o Desobedoc 2018. É ativista na Plataforma Já Marchavas, que organizou a 1.ª Marcha LGBTI+ de Viseu, em 2018.

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