Morreu este sábado o ator escocês Sean Connery, conhecido pelo papel de James Bond e por ter participado em quase uma centena de filmes, aos 90 anos. Um ícone do cinema e uma das estrelas internacionais mais populares do cinema. A notícia foi avançada pela BBC que que afirma que o ator morreu durante o sono enquanto estava nas Bahamas. Ele não estava bem há algum tempo.

O Nome da Rosa (1986), Os Intocáveis (1987), Indiana Jones e a Última Cruzada (1989) e Caça ao Outubro Vermelho (1990) são alguns dos seus mais notáveis filmes de uma longa carreira com mais de 70 anos.

Nascido a 25 de agosto de 1930 em Edimburgo, Thomas Sean Connery  viveu a sua infância e adolescência toda numa favela pobre de Edimburgo. Aos 17 anos foi convocado para a Marinha, mas foi dispensado três anos depois devido a um sério caso de úlcera. Voltou para Edimburgo e teve vários trabalhos. Depois de se mudar para Londres fez um curso intensivo de dança e canto e andou vários anos a trabalhar em pequenas companhias nos arredores de Londres. Estreou-se no cinema e na televisão em meados da década de 1950 com papéis menores. Foi na década de 1960 que alcançou fama mundial e se tornou num dos atores mais procurados e foi amplamente considerado como o melhor ator a interpretar o agente secreto britânico 007, James Bond. Foi em 1962 que se estreou no papel de 007 no filme Agente Secreto 007”. Seguiram-se mais seis filmes da série James Bond: 007 – Ordem para Matar” (1963), 007 – Contra Goldfinger” (1964), 007 – Operação Relâmpago” (1965), 007 – Só Se Vive Duas Vezes” (1967), “007 – Os Diamantes São Eternos” (1971) e Nunca Mais Digas Nunca”  (1983).

Participou no filme de guerra O Dia Mais Longo (1962), onde contracenou ao lado de grandes estrelas de Hollywood da época como John Wayne, Robert Ryan e Richard Burton. Trabalhou com o mestre Alfred Hitchcock em 1964 no filme “Marnie e em 1965 com o cineasta Sidney Lumet, no drama de guerra A Colina Maldita. Termina a década de 1960 com os filmes A Malandro Encantador (1966), Shalako (1968) e A Grande Odisseia (1969).

Na década de 1970 volta a trabalhar mais com Sidney Lumet, como em “Um Crime no Expresso do Oriente (1974). Em 1975 entra num dos seus mais notáveis desempenhos da sua carreira, O Homem Que Queria Ser Rei”, realizado por John Huston, onde contracenou ao lado de Michael Caine e Christopher PlummerSeguiram-se filmes importantes como: A Flecha e a Rosa (1976), de Richard LesterUma Ponte Longe Demais (1977), de Richard AttenboroughO Grande Ataque ao Comboio d’Ouro (1978), de Michael Crichton.

A década de 1980 é uma das mais importantes na carreira de Connery, em que este conquista alguns prémios marcantes como o BAFTA de Melhor Ator em “O Nome da Rosa (1986), de Jean-Jacques Annaud, e venceu em 1988 o Óscar de Melhor Ator Secundário pelo seu papel de polícia irlandês em Os Intocáveis”, de Brian De Palma. Mas participa também em filmes muito medíocres como Outland – Atmosfera Zero (1981) ou Duelo Imortal (1986), conhecido pela banda sonora ser dos Queen. Destacam-se ainda alguns dos seus melhores papéis nesta década filme como Os Ladrões do Tempo” (1981), de Terry Gilliam, e Indiana Jones e a Última Cruzada (1989), de Steven Spielberg, onde fez o papel do professor Henry Jones, o pai de Indiana Jones.

Nos anos seguintes destacou-se em filmes como Caça ao Outubro Vermelho (1990), Robin Hood: O Príncipe dos Ladrões (1991), O Primeiro Cavaleiro (1995), DragonHeart: Coração de Dragão (1996), O Rochedo (1996), Descobrir Forrester (2000) e Liga de Cavalheiros Extraordinários (2003).

Sean Connery anunciou que se iria aposentar do cinema em 2005. Fez dobragens dos jogos de James Bond e deu voz a uma personagem numa curta-metragem de animação, “Sir Billi”, em 2012.

Foi nomeado cavaleiro pela Rainha em 2000 e em agosto deste ano comemoro o seu 90.º aniversário. Uma grande perda para o cinema.

Publicado em Cinema Sétima Arte a 31 de outubro de 2020.

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Se disséssemos que éramos um bando de miúdos, um tanto sonhadores, que queriam fundar um site para escrever sobre cinema e que, por algum desígnio divino, pudéssemos fazer da vida isto de escrever sobre a sétima arte, seria isso possível? A resposta é óbvia: dificilmente. Todavia Isso não impediu o bando de criá-lo em 2008, ano da fundação do Cinema 7.ª Arte. O espírito do western tinha-se entranhado em nós…
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Portuense mas reside em Viseu desde 2015 e é apaixonado por cinema e política. É administrador do site Cinema Sétima Arte, programador de cinema no espaço Carmo 81 e fez parte da equipa que reabriu o Cinema Ícaro, em Viseu, com o Desobedoc 2018. É ativista na Plataforma Já Marchavas, que organizou a 1.ª Marcha LGBTI+ de Viseu, em 2018.

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