Musgos, as mini-plantas primitivas que desempenham grandes funções

Fotografia Uliana de Castro/Palombar
Os musgos são briófitas, isto é, plantas não vascularizadas, que não possuem vasos condutores de seiva e apresentam um tamanho reduzido. As briófitas foram as primeiras plantas a adaptarem-se à vida terrestre, apesar de continuarem a depender da humidade para sobreviverem.
Estas mini-plantas primitivas foram fundamentais, há milhões de anos, para aumentar o nível de oxigénio na Terra e continuam a cumprir funções essenciais: têm um papel fundamental na conservação do solo afetado por um incêndio florestal, pois previnem a erosão dos terrenos em zonas ardidas, ajudando a consolidar a sua estrutura, a reter a humidade e a conservar a sua fertilidade; promovem a ciclagem de nutrientes, libertando substâncias necessárias ao desenvolvimento de plantas mais complexas; são um excelente bioindicador da qualidade do ar, por serem sensíveis à poluição ambiental, a sua presença indica que o ar está limpo, já o seu desaparecimento/ausência é sinal da degradação da qualidade do ar; dão abrigo aos pequenos insetos que neles se refugiam do frio rigoroso e dos predadores; há ainda diversos animais que usam os musgos para forrar os seus ninhos e tocas.
Proteja os musgos!
Não os arranque ou elimine!
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A Palombar – Associação de Conservação da Natureza e do Património Rural é uma entidade sem fins lucrativos, criada em 2000, que tem como missão conservar a biodiversidade, os ecossistemas selvagens, florestais e agrícolas e preservar o património rural edificado, bem como as técnicas tradicionais de construção. A associação, que atua orientada por uma abordagem pedagógica e de cooperação, promove também a investigação científica nas áreas da Ecologia, Biologia da Conservação e Gestão de Ecossistemas, a educação ambiental, o desenvolvimento das comunidades e a dinamização do mundo rural.

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