Foto de Roberto Corvino | Palombar

A atividade realizada no Parque Natural de Montesinho (PNM) no dia 12 de outubro, no âmbito do Ciclo À Descoberta do Nordeste Transmontano, permitiu aos dez participantes descobrirem a riqueza faunística, paisagística e cultural da região, acompanhados pelos guias João Santos e Luís Queirós, da Palombar – Associação de Conservação da Natureza e do Património Rural.

Observação a partir de ponto estratégico. Fotografia Roberto Corvino/Palombar

Esta atividade revelou que o PNM é um santuário para várias espécies de fauna, sendo essencial para assegurar a sua conservação. No total, registámos 45 espécies de aves e identificámos oito mamíferos.

Inicialmente prevista para ser uma caminhada em pleno coração do PNM, a atividade teve que ser alterada devido ao alerta de Risco Máximo de Incêndio emitido pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) para este dia.

Apesar de não ter sido possível desbravar o território por caminhos de terra, como estava previsto, e de termos que fazer visitas a pontos estratégicos, próximos das estradas de asfalto, conhecidos pelos guias da Palombar, qualquer olhar mais atento permitiu encontrar várias espécies de animais e os seus indícios de presença.

Veados na RRC Sierra de la Culebra, Espanha. Duas fêmeas e uma cria. Fotografia Roberto Corvino/Palombar

Durante a atividade, foi possível registar 45 espécies de avifauna, entre as quais se destacam o melro-d’água (Cinclus cinclus), guarda-rios (Alcedo atthis), grifo (Gyps fulvus), gaio (Garrulus glandarius), perdiz-vermelha (Alectoris rufa), pombo-torcaz (Columba palumbus), pica-pau-malhado-grande (Dendrocopos major), pica-pau-verde (Picus viridis), trepadeira-azul (Sitta europaea) e chapim-de-poupa (Lophophanes cristatus). Consulte a lista completa de aves identificadas aqui.

Melro-d’água. Fotografia Roberto Corvino/Palombar

Já no que se refere aos mamíferos, foram registados, sobretudo através de indícios de presença, o lobo (Canis lupus), veado (Cervus elaphus), corço (Capreolus capreolus), javali (Sus scrofa), raposa (Vulpes vulpes), fuinha (Martes foina) e coelho-bravo (Oryctolagus cuniculus). Foi ainda possível realizar a observação direta das seguintes espécies: veado, corço, raposa e ouriço-cacheiro (Erinaceus europaeus).

E como a Natureza não tem fronteiras, de forma a alargar a nossa atividade a mais territórios, visitámos a zona limítrofe ao PNM do lado espanhol, nomeadamente a Reserva Regional de Caza (RRC) Sierra de la Culebra, onde também observámos várias espécies de fauna.

O dia terminou em grande com uma visita à aldeia de Rio de Onor, onde fomos carinhosamente recebidos pelo Ti Mariano, guardião dos conhecimentos e tradições locais, que nos levou à sua adega e nos explicou o sistema comunitário vivido na aldeia raiana partilhada por portugueses e espanhóis.

Ti Mariano a explicar como funcionava a Vara da Justiça. Fotografia Roberto Corvino/Palombar

Ti Mariano. Fotografia Roberto Corvino/Palombar

Esta atividade esteve inserida no DIA DE AÇÃO COMUM PELA NATUREZA (DACN) – Convergência Ecológica e Ambiental carta-de-famalicao.webnode.pt/dia-de-acao-comum. Este ano foi o primeiro em que se celebrou o DACN, uma iniciativa de várias entidades e associações de defesa do ambiente que elaboraram a Carta de Famalicão, entre as quais a Palombar.

Dia de Ação Comum pela Natureza. Fotografia Roberto Corvino/Palombar

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A Palombar – Associação de Conservação da Natureza e do Património Rural é uma entidade sem fins lucrativos, criada em 2000, que tem como missão conservar a biodiversidade, os ecossistemas selvagens, florestais e agrícolas e preservar o património rural edificado, bem como as técnicas tradicionais de construção. A associação, que atua orientada por uma abordagem pedagógica e de cooperação, promove também a investigação científica nas áreas da Ecologia, Biologia da Conservação e Gestão de Ecossistemas, a educação ambiental, o desenvolvimento das comunidades e a dinamização do mundo rural.

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