Há que alameirar a terra…

Campo
Foto por João Santos | Palombar
A origem do nome lameiro remete para a expressão “deixar alameirar a terra”, ou seja, deixar nascer e crescer espontaneamente as espécies autóctones. Os lameiros são importantes espaços para a promoção da diversidade florística e contribuem, de forma muito significativa, para a preservação do solo e para a sustentabilidade de importantes atividades tradicionais como o pastoreio.
Os lameiros fazem parte dos sistemas agropecuários extensivos e são um ícone do mosaico que caracteriza a paisagem do Nordeste Transmontano. Desempenham também um papel fundamental como áreas de abrigo, de alimentação e de reprodução para muitas espécies da fauna, quer residentes, quer migradoras, desta região.
Os limites das parcelas de lameiros e mesmo o seu interior são ocupados por espécies arbustivas e arbóreas autóctones, principalmente por freixos, uma das espécies que tem maior interesse sob o ponto de vista de disponibilidade alimentar, como complemento do pastoreio, cujas folhas e ramos tenros são nutritivos para os ruminantes. Principalmente no verão, quando outras pastagens escasseiam, o alimento disponível para estes animais nos lameiros assume maior relevância.
Mas há outras espécies de flora associadas aos lameiros ou que
aí podem ocorrer, como, por exemplo: Amieiro (Alnus glutinosa), Carvalho-negral (Quercus pyrenaica), Azinheira (Quercus rotundifolia), Cornalheira (Pistacia terebinthus), Enguelgue/Zêlha (Acer monspessulanum), Gilbardeira (Ruscus aculeatus), Lódão ou Agreira (Celtis australis), Loureiro (Laurus nobilis), Macieira brava (Malus sylvestris), Medronheiro (Arbutus unedo), Negrilho/Olmo
(Ulmus minor procera), Pilriteiro (Crataegus monogyna), Pereira brava (Pyrus bourgaena), Roseira brava (Rosa canina), Salgueiro-branco (Salix alba) e Trovisco (Daphne gnidium).

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