Hoje acordei

Foto de Matías Tello | Flickr
Hoje acordei com algo a menos
Com um espaço oco no âmago de mim

Uma ânsia dormente numa inércia desmedida
Para o encontrar

Um tanto sentir, um explodir que implode
É nas contradições que o perco e encontro.

Raiva de tudo!
Assenta.

Um sonho…
Um sonho que perdi.
Que era mais vida que a vida.

No entanto louco…
E este sítio onde não tenho nada não se aquieta.
Revolve-se, incomoda, faz doer.

Que se acabe tudo!

Sem mais recear, recosto-me
Recolho-me, encerro-me
E cerro os olhos que teimam em não ver.

Suspiro.

Tudo se desvanece sob os meus pés,

Como que sugado. E eu estou livre.

No centro do vazio encontro-me.
O que faltava era ainda não ter acordado.

Outros artigos deste autor >

Ativista. Formada em Antropologia. Deputada na Assembleia Municipal de Viseu pelo Bloco de Esquerda.

O renascer da arte a brotar do Interior e a florescer sem limites ou fronteiras. Contos, histórias, narrativa e muita poesia.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Related Posts
Aristides de Sousa Mendes en 1940, version colorisée | Foto por © Comité Sousa Mendes, Famille de Sousa Mendes | sousamendes.org
Ler Mais

Honrar Aristides de Sousa Mendes é seguir-lhe o exemplo, apoiando incondicionalmente os palestinianos vítimas de genocídio!

No próximo dia 19 será inaugurado o Museu Aristides de Sousa Mendes, em Cabanas de Viriato (concelho de Carregal do Sal), na “Casa do Passal”, que foi residência da família do Cônsul, com a presença do Presidente da República, tendo como objectivo divulgar o acto de consciência deste heróico diplomata português e “os valores da tolerância e da paz”.
Skip to content